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InstruMentes lança websérie dia 26, no Coaty, em evento gratuito

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InstruMentes lança websérie dia 26, no Coaty, em evento gratuito

Projeto de arte sonora ocupou o espaço de abril a setembro com residências artísticas, exposição interativa, apresentações musicais e oficinas

 

A arte sonora deu o tom do projeto InstruMentes – música para (re)invenção, que reuniu, em um mesmo ateliê criativo, seis artistas brasileiros para trocas de experiências e criações colaborativas. O resultado pode ser conferido a partir do dia 26 de novembro, com o lançamento da websérie Instrumentes, documentando o processo produtivo de Fernando Sardo (SP), Victor Valentim (BA/DF) e Bella (RJ/SP) – 1ª residência, e Marco Scarassatti (SP/MG), Roberto Michelino (SP) e Sofia Galvão (PE) – 2ª residência. Às 19h, no Coaty (Ladeira da Misericórdia), durante a Mostra Magia Negra, realizada pelo Goethe-Institut Salvador. A websérie também será exibida dias 27 e 28, sempre às 19h, em um “mini cinema” montado no Casarão dos Três Arcos, com entrada gratuita.

Produzida pela Lá em Casa, com direção de Victor Uchôa, a websérie retrata, em três capítulos de 10 minutos, a partilha de conhecimentos que levou à criação de instrumentos e instalações sonoras – um total de sete obras – a partir de sucatas, matérias-primas orgânicas e sintéticas, lâmpadas, osciladores sonoros e até mesmo água. Os curtas ainda discutem a Arte Sonora enquanto linguagem, os aspectos criativos de cada artista e as trocas com o próprio Coaty – as obras foram concebidas especialmente para o espaço, dialogando com a arquitetura local, sua estrutura física, a natureza ao redor e a vista descortinada para a Baía de Todos os Santos.

A websérie também estará disponível, gratuitamente, no site do projeto (www.instrumentes.com.br) a partir do dia 26. A direção de fotografia é de Victor Marinho, e a direção de som e montagem, de Álvaro Ribeiro.

“O projeto buscou, permanentemente, a desconstrução do fazer convencional dos instrumentos, trazendo um novo olhar sobre objetos, sons e espaços, e abrindo caminho para experimentações e fusões entre matérias das mais diversas, unindo as pessoas em torno da chamada arte sonora”, destacou a produtora cultural Lívia Cunha, uma das idealizadoras do InstruMentes ao lado da também produtora Alana Silveira.

O InstruMentes – música para (re)invenção contou com o apoio do Programa Rumos Itaú Cultural e patrocínio da Fundação Gregório de Mattos (FGM) – Prefeitura de Salvador, através do edital Gregórios. Além do ateliê coletivo de artistas-criadores e músicos-inventores, a programação incluiu três oficinas com participação de jovens ligados a instituições que utilizam a música como ferramenta de desenvolvimento social, apresentações abertas ao público, bate-papo, performances e shows. Já o Coaty passou por dois meses de reforma e revitalização, incluindo a parte elétrica, hidráulica e reparos gerais, com financiamento do Rumos Itaú Cultural e apoio da FGM.

Criações sonoras

Em cartaz durante um mês (1º de agosto a 1º de setembro), a exposição interativa InstruMentes reuniu um público de mais de 2 mil pessoas, colocando em protagonismo, na capital baiana, a chamada Arte Sonora: linguagem híbrida que alia música, artes plásticas e performances.

Multi-instrumentista, compositor e artista plástico, Fernando Sardo assinou duas obras: Passaredo e Tacho Harmônico. Espécie de órgão de êmbolo com madeira, tubos de PVC, mangueiras e cabaças, o Passaredo acompanhou a arquitetura curvilínea criada pela arquiteta italiana Lina Bo Bardi, responsável pelo projeto de requalificação do espaço na década de 1980. Já o Tacho, como o próprio nome sugere, agregou parafusos industriais ao tacho típico das baianas de acarajé, podendo ser tocado com um arco.

Seguindo a linha da luteria orgânica, Marco Scarassatti – autor do livro “Walter Smetak: O alquimista dos sons” – criou uma Iyabá, homenageando a força das orixás femininas. Sua instalação sonora uniu cabaça, cordas de piano, uma baqueta-vassourinha, guias de Oxalá e Oxum, e búzios a um exaustor eólico, preso a um barril de metal, que ocupou, simultaneamente, a parte interna e externa do Coaty. Já o músico-inventor Roberto Michelino – que atuou ao lado de Walter Smetak nos anos 1970 e já teve criações experimentadas por JardsMacalé e Hermeto Pascoal – foi responsável pelo Vibraton, que produz texturas harmônicas a partir de cabaças entrelaçadas, cordas de piano lisas, arco de violoncelo e bola de bilhar.

As invencionices alcançaram também a vertente tecnológica, como na obra 333, de Bella, na qual um triângulo de luzes e outro triângulo invertido de alto falantes interagiam com sombra e luz. A obra Maresia, de Sofia Galvão, por sua vez, era acionada por um mini-regador com água, que ativava sensores fixados em um mini-jardim, combinando as tecnologias analógicas e acústicas. Já a Aciabáss, do artista multimídia e pesquisador de música e novas tecnologias Victor Valetim, era ativada a partir dos pés do espectador, que ditava o movimento da água, reverberando o som e sincronizando com imagens mapeadas a partir de pisadas em sensores elétricos.

Serviço:

Lançamento da websérie InstruMentes – música para (re)invenção

Data: 26 de novembro

Horário: 19h

Local: Espaço Coaty (Casarão dos Três Arcos) – Ladeira de Misericórdia, Centro Histórico

Sessões extras: Dias 27 e 28, às 19h

Entrada gratuita

Episódios disponíveis a partir do dia 26 no site: www.instrumentes.com.br

Mais informações: @instrumentes

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