Agenda CulturalSalvador - BA

A Cor do Som na Concha Acústica do Teatro Castro Alves dia 23 de Setembro a partir das 19h

661views

Caso raro de grupo que se mantém unido e criativo em quatro décadas de carreira, A Cor do Som comemora o feito com um disco certeiro e vigoroso. O repertório de “40 anos” tanto aponta para o futuro, com cinco canções novas, quanto reafirma o passado original da banda, em sete regravações de clássicos tirados de seus primeiros álbuns. O resultado é vintage, fiel ao estilo criado por Armandinho, Dadi, Mú Carvalho, Gustavo Schroeter e Ary Dias; e contemporâneo, em refinada produção do Roupa Nova Ricardo Feghali (que também participou no piano ou nas programações e dividiu os arranjos com A Cor do Som).

Com sua inusitada e orgânica fusão de pop, choro, trio elétrico e progressivo, A Cor do Som foi a grande surpresa da música brasileira em fins dos anos 1970, antecipando o rock que iria imperar na década seguinte. O grupo começou a nascer no primeiro álbum solo de Moraes Moreira, em 1975, recém-saído dos Novos Baianos. Estavam nessas gravações Dadi (o jovem baixista carioca que tinha entrado para a comunidade musical dos Novos Baianos e também tocava com Jorge Ben), Armandinho (o mestre da guitarra baiana e do bandolim, filho do Osmar, um dos inventores do trio elétrico) e Gustavo (outro carioca, baterista que veio do grupo A Bolha e também músico de Jorge Ben), com Mú (pianista e tecladista, irmão caçula de Dadi) estreando profissionalmente em uma faixa – e, logo em seguida, incorporado à banda nos shows. Já Ary Dias (percussionista baiano que veio de Banda do Companheiro Mágico), tocou no disco de estreia d’A Cor, mas só entrou oficialmente, completando a formação clássica, a partir do segundo álbum.

Como Dadi, mais de três décadas depois, contou no livro de memórias “Meu caminho é chão e céu” (Record, 2014), a paixão de Armandinho e Mú pelo choro foi o estímulo para as primeiras músicas do grupo que começava a nascer. Quanto ao nome, foi pedido emprestado a Galvão e Pepeu Gomes, que chamavam de A Cor do Som o núcleo instrumental dos Novos Baianos.

Após dois discos instrumentais de grande repercussão junto à crítica, “A Cor do Som” (1977) e “Ao vivo” (registro do show no Festival de Jazz de Montreux, em julho de 1978), as portas se abriram de vez para o grupo quando Armandinho, Dadi e Mú também assumiram os microfones. Parcerias deles com, entre outros, Moraes Moreira e Fausto Nilo ou composições feitas especialmente para A Cor por Caetano e Gil garantiram as altas execuções nas emissoras de rádio e TV e os shows lotados por todo o Brasil.

Sucesso sem precedentes que durou por cerca de cinco anos, até o grupo ser atropelado pelo rock da geração seguinte. A partir do século XXI, o original som d’A Cor, que antecipava a mistura do rock com ritmos brasileiros, voltou a ser valorizado, citado como referência por muitos dos artistas que surgiram depois. Reconhecimento que é celebrado agora em “40 anos”. Como os bons vinhos, A Cor do Som soa melhor ainda com o passar do tempo.

SERVIÇO

A Cor do Som

Quando: 23 de setembro (domingo), 19h

Onde: Concha Acústica do Teatro Castro Alves

Quanto:

Arquibancada – 1º lote: R$ 80 (inteira) e R$ 40 (meia)

Arquibancada – 2º lote: R$ 100 (inteira) e R$ 50 (meia)

Camarote: R$ 160 (inteira) e R$ 80 (meia)

Descontos sobre a inteira: 40% para assinantes do Clube Correio* e do A Tarde Mais

Classificação indicativa: 14 anos

Vendas e Informações: http://www.tca.ba.gov.br/content/cor-do-som-0

Gostou do Conteúdo? Deixe seu Like


Deixe seu Comentário