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50 anos depois, livro traz novos olhares sobre 1968

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50 anos depois, livro traz novos olhares sobre 1968

O ano de 1968 é conhecido pela efervescência política, econômica e cultural. Uma revolução, que ocorreu de maneiras diferentes em diferentes países, e que tem os seus desdobramentos presentes até os dias atuais. Meio século depois, será lançado, no próximo dia 11 de novembro, às 19h, dentro da programação da Feira do Livro de Porto Alegre, o livro 1968: de maio a dezembro. Jornalismo, Imaginário e Memória. A publicação, lançada pela editora Sulina, é resultado de pesquisas realizadas dentro da rede JIM (Jornalismo, Imaginário e Memória), coordenada pelos professores Juremir Machado da Silva (PUCRS); Álvaro Larangeira (Universidade Tuiuti do Paraná); e Christina Musse (Universidade Federal de Juiz de Fora/MG).

Com apresentação do pensador francês Michel Maffesoli, o projeto envolve, além dos três coordenadores, 22 estudantes de pós-graduação. Os artigos foram produzidos ao longo do primeiro semestre deste ano, tendo como enfoque acontecimentos de 68. O recorte temporal estabelecido foi do maio francês ao dezembro brasileiro, com a publicação do Ato Institucional nº 5 (AI-5). A partir dos 16 artigos, o leitor poderá fazer uma viagem sobre acontecimentos diferenciados ou pouco explorados até o momento em relação a 68, envolvendo imagens, depoimentos, memórias, inventários, balanços, análises, confissões, perspectivas e leituras. O livro é dividido em quatro partes. A primeira – 1968: de maio a dezembro – traz os artigos dos professores Juremir Machado da Silva (O que resta de Maio de 68?); Christina Ferraz Musse (Os “Palimpsestos Marginais” de 1968: juventude e engajamento nas páginas de um jornal de Minas Gerais); e de Álvaro Nunes Larangeira (AI-5: sumariando a véspera e desvelando o obscurecimento). A segunda parte é focada no Jornalismo e traz os trabalhos: “Maranhão 68: o ano que não começou (nas páginas dos jornais)”, de Aline Louise Q. de Araújo; “Sons e palavras de chumbo: a rememoração do AI-5 em podcasts”, de Laís Cerqueira Fernandes; “O golpe na educação sob olhar do cronismo juiz-forano de Cosette de Alencar em 1968”, de Marco Aurelio Reis, Cláudia de Albuquerque Thomé e Marcela Valladares de Toledo; e “Os metodistas e a ditadura civil-militar em 1968: ecclesia militans?”, de autoria de Tarcis Prado Junior, Franco Iacomini Júnior e Moisés Cardoso.

Imaginário é a temática da terceira parte do livro. Nela estão os artigos: “Essa (incômoda) juventude: atravessamentos no imaginário do cotidiano de Porto Alegre em maio de 1968 na perspectiva midiática local”, de Anderson dos Santos Machado; “Vocês não estão entendendo nada: é proibido proibir na Tropicália”, de Antonio Carlos Persegani Florenzano; “O imaginário dos Estados Unidos em 1968: Guerra, Racismo e a Revolta de Columbia”, Larissa Caldeira de Fraga; e “De Paris (1968) a Porto Alegre (2018): a luta das mulheres resiste! Com amor, cultura e café”, de Paula Jung e Patrícia Augsten; e, por último, “Para não dizer que não falei das flores”: a televisão e o festival de música de 1968”< de Rosali Maria Nunes Henriques e Talita Magnolo.

A quarta e última parte é focada na Memória. Integram essa parte os artigos: “Memória em tempos de arquivo digital: uma análise sobre a rememoração de 1968 no New York Times”, de Isabella de Sousa Gonçalves; “Censura vivida e imaginário da censura: as memórias de gaúchos nas redações de 1968”, dos estudantes Luana Chinazzo Müller, Manuel Petrik e Mauren de Souza Xavier dos Santos; “Exercitando o ano de 1968: as configurações da repressão”, de Ramsés Albertoni Barbosa e Carlos Eleonay Meirelles Garcia; e “Nega Lu, as transgressões de um preto, pobre e puto em Porto Alegre”, de autoria de Wagner Machado da Silva.

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